Empresários do setor de treinamentos abriram uma escola profissionalizante de assistência técnica para aparelhos de celular.
O mercado de conserto de celulares tem demanda o ano inteiro e pode chegar a 24 milhões de unidades por mês. De olho nesses números, empresários do setor de treinamentos abriram uma escola profissionalizante de assistência técnica para os aparelhos.
O diferencial da escola é ensinar quem quer ter uma oficina de smartphones e fazer os reparos em menos de meia hora. A escola foi aberta por Jeferson Martins, Andrews de Oliveira e Marcelo Guedes. Noventa por cento dos alunos procuram o curso porque querem montar – ou já têm – um negócio na área. “Tem uma continha básica assustadora: são 240 milhões de celulares, mais celular do que habitante brasileiro. E 10% vai quebrar, ou seja, 24 milhões de celulares irão quebrar este mês e precisam de conserto”, conta Jeferson.
Os sócios investiram R$ 600 mil para montar a escola, contratar equipe e comprar equipamentos. Escolheram um ponto privilegiado e o negócio decolou. Eles começaram em uma salinha e, em dez meses, ocuparam um prédio todo, em uma das ruas mais caras e movimentadas de São Paulo, a Santa Ifigênia, especializada em comercio de eletrônicos.
A proposta é se diferenciar no mercado, que é grande, mas concorrido. Os empresários estudaram esse segmento durante um ano antes de começar e perceberam a necessidade. “O mercado está precisando hoje de velocidade e confiança. Aí que entramos com um modelo premium, onde mexe com uniforme, damos aula de vendas, porque ser dono de negócio tem que ensinar o aluno a vender também, não só consertar”, explica Jeferson.
O trabalho dos alunos é cronometrado. O professor fica em cima para baixar o tempo. O curso custa R$ 2 mil. O aluno aprende trabalhando: faz cinco aulas e depois tem o direito de trazer até 25 celulares de clientes para consertar na escola, com a ajuda dos professores.
Marcos de Souza, que era manobrista e queria mudar de vida, vendeu o carro ano 96 por R$ 5 mil. Pagou o curso de manutenção de celulares e comprou uma lojinha com a receita dos reparos. Ele conserta 50 aparelhos por mês e também vende acessórios. O ponto é movimentado e ele fatura R$ 6 mil mensais.
Praticamente um terço dos alunos vem de fora de São Paulo fazer o curso na escola, por isso já viraram franquia e querem chegar a outros estados.

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